segunda-feira, 9 de novembro de 2015

EXISTENCIALISMO III - AS "TESES"


Abaixo seguem as teses do existencialismo, consideradas fundamentais, segundo:                            Abdeljalil Akkari, 
Peri Mesquida 
e Regina Berbetz Valença.

Das “teses” do pensamento existencialista, consideradas fundamentais, decorrem não poucas implicações para a reflexão e a prática pedagógicas que têm exercido importante influência na educação brasileira.

• O aluno é o centro da ação pedagógica. Enquanto na prática pedagógica, fundada no tomismo-aristotélico, o centro da ação é o professor, naquela alicerçada sobre o existencialismo, o centro passa a ser o estudante.

• Respeito pela individualidade do estudante. Cada estudante é um microcosmo, um ser único. Portanto, isso deve ser levado em consideração na atuação do professor.

• O conhecimento não pode ser transmitido, mas é decorrente de uma relação dialógica estabelecida entre seres que conservam sua individualidade.

• O aprender é visto como uma inserção apaixonada no objeto de estudo, como um mergulho na realidade com a finalidade de decodificá-la.

• Os conteúdos programáticos não podem ser “disciplinas”, pois são instrumentos de realização da pessoa – não é o estudante que se “sujeita” à matéria, mas a matéria que se sujeita a ele: acima do livro a pessoa.

• Não pode haver estudo dirigido. O estudante, no uso da liberdade, escolhe o que aprende e o que fazer, pois afinal, é ele quem decide sobre o seu próprio caminho.

• A manipulação é um crime. Para o educador existencialista o método pedagógico por excelência é a pedagogia do diálogo, mas levando-se em conta que a ação dialógica não elimina o conflito. Diálogo é questionamento.

• O diálogo fundado na honestidade, gera confiança. Esta é imprescindível para o crescimento intelectual.

• A história é a luta do homem para conquistar a sua liberdade.

• Não há imposição. Esta deve ser eliminada da prática pedagógica.

• O estudante não é um espectador do drama da aprendizagem, mas ator.

• A superficialidade do “se”. Quando falamos diz-“se”, falou-“se”, conta-“se”, etc., estamos nos esquivando da responsabilidade, buscando o refúgio da neutralidade.


Para ler o artigo e compreender melhor o que está exposto acima, acessar: 





EDUCAÇÃO E ESPERANÇA: UMA CONTRIBUIÇÃO DE GABRIEL MARCEL E MARTIN BUBER SOBRE O PAPEL DO EDUCADOR EM MEIO À VIOLÊNCIA 

Valber Oliveira de Brito
 valberbrito@yahoo.com.br 

Desejamos, apenas, que ponhais todo o empenho 
em guardar inata a vossa esperança até o fim (HEB 6, 11). 

Resumo: 
O presente trabalho traz os resultados da investigação teórica e empírica, em torno dos quais analisamos as relações intersubjetivas que envolvem o sentimento de esperança vivenciado por educadores e que são construídas no universo escolar, especialmente em meio à violência que se encontra nas escolas nos tempos atuais. Para isso recorremos, em especial, à noção de diálogo presente, sobretudo, em Martin Buber e à noção de esperança, como compreendida por Gabriel Marcel. Tangenciando essa discussão, analisamos empiricamente a relação que existe entre o papel do educador e a tensão existente entre pessoa e instituição, tendo como foco os teóricos Emmanuel Mounier e Paul Ricoeur. As análises dos relatos dos educadores mostram que há esperança em meio ao caos e à violência. 
Palavras-chave: 
Educação. Gabriel Marcel. Martin Buber. Diálogo. Esperança. 

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